
O sonho da Alma com o Pavão Misterioso- pintura à oleo de Guilherme de Faria, de 100x100cm, óleo s/ tela, coleção Instituto Paulo Gaudêncio, São Paulo, Brasil
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Sonhei-me em miniatura e despida
Num berço flutuante e noturno,
Mas eu era guria já crescida
E tornada uma estrela por meu turno,
Que logo revelou-se-me em pavão
Cuja cauda eram contas de mil olhos
Como num mar escuro os abrolhos
Que evitar seria esforço vão.
Mas havia um som vindo do berço
Feito por músicos vestidos de gibão
Que desfiavam as contas como um terço
Dentro daquela nave delirante
Que me punha mais nua a cada instante
À medida que chegava no Sertão.
14/05/2004
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